Gallery wall: guia para montar em casa e sem erro

Quinta-feira 20 Agosto 2020 / Decoração

A gallery wall deve refletir os gostos dos moradores |Projeto: Liv’n Arquitetura |Foto: Guilherme Pucci

Paredes vazias são espaços perfeitos para soltar a criatividade e montar uma gallery wall. Quadros, fotos, pôsteres e até adornos, como pratos e lembranças de viagem, podem formar lindas composições, dando vida para essas superfícies. Ou seja, qualquer parede pode se transformar em uma galeria de arte.

Após eleger o ambiente que receberá o arranjo artístico, a escolha das obras de arte deve seguir a personalidade do morador. Assim, é possível combinar molduras, tamanhos, formatos, desenhos e tonalidades em uma disposição assimétrica ou rigorosamente organizada. Esse recurso tem o poder de mudar qualquer cômodo da sua casa.

Para ajudar nessa tarefa gratificante, a arquiteta Júlia Guadix, à frente do escritório Liv’n Arquitetura, reuniu algumas dicas essenciais. “O mais importante é que os elementos da gallery wall façam referência ao gosto e estilo de quem vive na residência. Além da estética, a elaboração deve também passar boas sensações”, detalha.

Escolhendo os quadros

O primeiro passo é selecionar quais obras irão compor a gallery wall. Sejam coloridas ou de tons neutros, é fundamental que "conversem" com a decoração do ambiente. Sendo assim, para montar uma galeria harmoniosa, a arquiteta aconselha a eleger os quadros que interajam de alguma maneira entre si. “Pode ser pelo tema, pelas cores, pelos traços que reproduzem linhas mais orgânicas ou geométricas, pinceladas mais abstratas ou realistas”, diz.

Se preferir compor com peças em tons mais neutros, se joga. Dá para criar uma galeria muito interessante utilizando uma paleta de cores sóbrias. “Nem tudo é sobre cor! Podemos brincar com o contraste, formas, linhas das obras, trabalhar com molduras com mais ou menos informação, inserir objetos na composição, ou seja, existe um mundo de possibilidades incríveis”, afirma Júlia Guadix.

De diferentes tamanhos e formatos, nessa sala de estar os quadros (Urban Arts) possuem pontos em comum para formar uma gallery wall agradável | Projeto: Liv’n Arquitetur | Foto: Guilherme Pucci

 Além disso, as molduras podem ser aliadas nessa conexão entre as gravuras. Em linhas gerais, não precisam ser necessariamente idênticas, porém o ideal é que tenham algo em comum como o material, cor, espessura ou o estilo. Dessa forma, a montagem ficará mais agradável aos olhos, fazendo mais sentido.

Como organizar?

Nessa sala de estar, as gravuras, cartões postais trazidos de viagens estão posicionados ao lado da televisão. Os tamanhos e molduras variam, porém o tema preto e branco predomina | Projeto: Liv’n Arquitetura| Foto: Guilherme Pucci

Sobre tamanhos, não há uma regra. Para isso, é necessário produzir uma organização prévia para que o resultado seja um conjunto agradável aos olhos. A profissional recomenda demarcar a área que será ocupada com os quadros, traçando as linhas dos eixos verticais e horizontais que formam os quatro quadrantes. Depois, é só distribuir os maiores, equilibrando com os menores. “Por exemplo, se de um lado eu dispor um quadro grande, do outro equilibro com versões menores que ao unir possam espelhar uma área semelhante ao maior”, explica.

Depois de eleger as gravuras, cores e os tamanhos da gallery wall, o próximo passo é determinar a distância ideal. Essa resposta dependerá da superfície que será usada, mas em geral recomenda-se entre 5 a 15 cm. Se ficarem muito espaçados, a composição pode perder o sentido de conjunto.

Disposição da gallery wall

Nessa sala de jantar, a parede de concreto recebeu três quadros (Urban Arts) com molduras iguais | Projeto: Liv’n Arquitetura | Foto: Guilherme Pucci

Para a disposição das obras, uma dica relevante é posicionar o eixo horizontal do arranjo na altura dos olhos – aproximadamente 1,50m do piso. Nessa missão, o ponto referencial costuma ser um móvel que fica abaixo, como um sofá, uma cama, um aparador ou até mesmo uma mesa de jantar. “Em geral, uma proporção boa é 2/3 do comprimento desse móvel ou da parede, quando estamos falando de ocupar uma parede inteira de um corredor, por exemplo”, assegura a arquiteta.

As composições permitem inúmeras possibilidades de estruturação. O alinhamento clássico, com os quadros do mesmo tamanho e formato são colocados um ao lado do outro de forma organizada e simétrica. Por outro lado, há a galeria em espiral, com o conjunto montado de maneira circular ou oval. Aqui, é possível brincar com os tamanhos, formatos, cores e até incluir objetos decorativos.

Para quem quer deixar de lado a opção do martelo, prego e batidas na parede, existe uma alternativa bem interessante: apoiá-los nas prateleiras ou estantes. Por ser um modo mais prático e rápido, o morador fica à vontade para testar as possibilidades sem medo. “Nesse caso, ouse com as alturas e formatos das telas para dar mais dinamismo”, aconselha Júlia.

Com o objetivo de ajudar a visualizar o resultado e dar mais segurança, vale organizar as obras no chão ou em cima da cama. Além disso, a tecnologia é uma aliada importante nesse aspecto. Fazer uma montagem no Photoshop ou em outro software/aplicativo é um artifício valioso nesse processo. Feito isso, simule a disposição dos elementos na parede usando fita crepe ou papeis recortados. “Lembrem-se de medir a distância entre os ganchos e as extremidades das molduras para pendurar tudo na posição correta”, recomenda Júlia Guadix.

Quais ambientes podem receber a gallery wall?

A resposta é simples: toda parede segue a prerrogativa de apoiar as obras de arte, fotografias, objetos decorativos e lembranças de viagens. Sala, cozinha, quarto, varanda, corredor, home office e até o lavabo entram nessa lista.

Nesse quarto, as telas com lindas paisagens ornamentaram (Urban Arts) o espaço acima da cabeceira | Projeto: Liv’n Arquitetura| Foto: Guilherme Pucci

“Sempre reforço que para criar uma parede com quadros, fotos ou objetos, basta ter espaço e a intenção de transmitir uma mensagem ou sensação”, finaliza a Júlia.

 

Leia: Banheiro SPA - Arquitetos ensinam como projetar um ambiente de relaxamento em casa

Por: REDAÇÃO DELOOX

Acerte na escolha dos pendentes da sua casa. Arquitetas dão as dicas!

Segunda-feira 17 Agosto 2020 / Decoração

O pendente vazado de cobre foi utilizado no centro da mesa retangular. A escolha do modelo permitiu propagar a luz em todo o ambiente | Foto: Gui Morelli

Foi-se o tempo em que os pendentes eram dedicados exclusivamente à mesa de jantar. Com a evolução do design e a chegada de peças cada vez mais personalizadas, esse tipo de luminária vem assumindo vários lugares da casa, como livings, quartos e até escritórios. Essa tendência é explicada, em detalhes, pelas arquitetas Ieda e Carina Korman, sócias da Korman Arquitetos, que ajudam a desvendar o que é preciso para escolher e instalar as peças.

Acerte na escolha do modelo

Em primeiro lugar, é preciso entender qual o papel do pendente no espaço. Isso porque ele pode ter função de iluminar totalmente o local, apenas melhorar os pontos de trabalho ou criar uma luz cênica para focar em determinados pontos da casa. “Quando a iluminação é geral, indicamos eleger um modelo translúcido com luz difusa. Um bom exemplo é a cúpula de tecido que deixam a luz suave e aconchegante”, explica a arquiteta Carina Korman.

Para ambientes que precisam de iluminação de tarefa, como as bancadas de cozinha e até os escritórios, vale apostar em uma opção com cúpula de vidro ou acrílico. Esses modelos garantem uma luz mais contundente e brilhante, sendo perfeitos também para colocar ao lado da cama a fim de iluminar a cabeceira no momento de leitura, por exemplo. “Ao usar o pendente em cima de mesas de cabeceira ou de trabalho, convém que tenham braços móveis para que a luz incida diretamente no local desejado”, revela Ieda Korman.

Com foco de luz direcionável, a luminária permite iluminar diferentes pontos de luz na escrivaninha do home office deste projeto | Foto: Gui Morelli

Quem deseja usar o pendente para criar uma iluminação de destaque, sobre a mesa de jantar, por exemplo, o melhor é eleger uma luz focada. Essa iluminação é garantida por peças com a parte superior fechada e de materiais que não permitem a passagem de luz, como o metal. “Ou seja, toda a luz emitida pelo pendente incide para baixo, criando um foco cênico”, diz Ieda.

Luz direta ou indireta

Há dois tipos bem comuns de iluminação: a direta e a indireta. Enquanto a direta ajuda a evidenciar algo bem específico, como escrivaninhas e mesas de cabeceira que precisam de uma luz direcionada para facilitar a leitura. Ela também cumpre sua função decorativa de valorizar objetos, quadros, painéis e plantas. Já com a indireta, o ambiente é iluminado por igual. “Uma maneira de adotar a luz indireta é refletindo na superfície e depois se ampliando por todo o ambiente”, explica a arquiteta Ieda Korman.

Medidas certas

A escolha do modelo também é definida pelo tamanho da peça. Uma regrinha básica para garantir a proporção da peça em relação ao ambiente é eleger um modelo que seja um terço da medida da superfície. Ou seja, em uma mesa quadrada com 1,20 m deve ter um pendente de cerca de 40 cm. O mesmo vale para a mesa redonda. Para modelos ovais e retangulares, prefira modelos mais retilíneos ou combine mais de uma luminária na extensão da mesa.

No caso da instalação, o mais indicado é sempre que possível centralizar o pendente ou, no caso de duas ou mais unidades, usar o centro da peça abaixo como medida base para a instalação. No caso da altura, existem algumas medidas padrão. “Na mesa de jantar, indicamos a instalação a 80 ou 90 cm do tampo. Para mesas laterais ou de cabeceira, usamos de 30 a 50 cm. Quando instalamos em cima da mesa de centro, costumamos indicar de 150 a 170 cm de distancia”, finaliza Carina.

Por: REDAÇÃO DELOOX

Avanti revela coleção de tapetes com estampas inspiradas na obra de Noel Marinho

Sexta-feira 17 Julho 2020 / Decoração

Patricia Marinho (Foto: André Nazareth)

O arquiteto Noel Marinho, nascido em 1927, é representante da geração que participou intensamente da época áurea da arquitetura brasileira moderna, a partir dos meados dos anos 50. Sempre teve arte e design como atividades paralelas, com especial interesse pela integração do azulejo e do mosaico nos espaços estéticos de sua arquitetura.

Em 2012, a filha, a arquiteta Patricia Marinho, começou a organizar e catalogar os desenhos arquivados há anos e incentivou Noel a dar continuidade às suas criações. Firmou-se a marca Noel Marinho, e desse universo passa a fazer parte também a tapeçaria, com cores e formas que complementam ambientes ou se traduzem em peças notáveis e singulares.

Agora, no Estúdio Design Noel Marinho, Patricia e a sócia, Manuèle Colas, se servem da conjunção dos inúmeros azulejos, desenhos e pinturas do acervo do arquiteto e artista para, em parceria exclusiva com a Avanti, materializar tapetes divididos em três coleções: coleção 58 (representada pelo modelo guache), coleção 80 (representada pelo modelo colagem) e coleção 2000 (representada pelo modelo tandeta). 

Tapete modelo tandeta com estampa assinada pelo Estúdio Design Noel Marinho (Foto: André Nazareth)

O lançamento desses três tapetes pela Avanti dá novas feições a traços e matizes em tramas que reproduzem as composições de Noel Marinho, simples na sua sofisticação, rítmicas em sua simetria. As composições foram criadas a partir de guaches, recortes e colagens, e passaram aos meios digitais, numa evolução natural. No resgate desse olhar, Noel Marinho é contemporâneo e atual. 

As peças estão à venda na Avanti Tapetes do Casa Shopping (Bloco H - lojas H, I, J).

Por: REDAÇÃO DELOOX

Mostra Modernos Eternos se prepara para primeira edição digital

Sexta-feira 03 Julho 2020 / Decoração

Base real da mostra será a Casa Modernista, em Higienópolis (Foto: Emiliano Hagge)

No ano passado, quando ocupou o Mosteiro de São Bento, a Modernos Eternos (ME) inovou ao mudar o rumo da bússola das mostras de decoração de São Paulo em direção ao centro da cidade. Em 2020, a ME inova mais uma vez ao anunciar a realização de sua 7ª edição, que será exclusivamente digital.

A base real da mostra e venda é a Casa Modernista da Rua Bahia, em Higienópolis - construção de 90 anos com 4 andares, tombada nas instâncias federal, estadual e municipal, com projeto do ucraniano Gregori Warchavchik -, alugada por um ano para ali serem realizados seis grandes eventos de março a outubro de 2020, inclusive duas edições da Modernos Eternos SP. “Com a pandemia, o projeto foi reduzido (de seis para uma exposição) e adaptado às possibilidades tecnológicas existentes. Surge portanto, tão real quanto possível, em agosto, a 7ª edição da Modernos Eternos SP em edição especial digital, como estão acontecendo também alguns dos mais importantes eventos na Europa e nos EUA”, diz seu curador e sócio-fundador Sergio Zobaran. 

A Modernos Eternos SP cresceu na internet e reúne profissionais não só de SP, mas de 10 estados brasileiros, além de trazer nomes internacionais de Miami, Roma e Wohan, na China. Os arquitetos, designers, paisagistas e artistas plásticos estão desenvolvendo seus projetos em imagens renderizadas que serão reunidas no portal da mostra, desenvolvido pela empresa mineira de tecnologia Revirtua. “O público poderá fazer a Visita Virtual Imersiva 360 de maneira totalmente gratuita”, explica Zobaran. Toda a produção do evento entrou na exigência de ser 100% virtual, ecológico e sustentável, e por isso o processo é exclusivamente desenvolvido com base na tecnologia, desde os contratos até os projetos e a exibição.  

Os profissionais participantes desta 7ª edição foram convidados a seguir o tema do ano: o Modernismo, movimento mais importante que o Brasil já produziu, e fazer nas ambientações um mix&match de peças antigas, modernas e contemporâneas. Assim, trazem para a Modernos Eternos a diversidade da arquitetura de interiores das diferentes regiões do Brasil, cada um com seu estilo, e o apoio das marcas e empresas fornecedoras envolvidas. 

Espaço real da Casa Modernista que será ocupado para a mostra (Foto: Emiliano Hagge)

Leia: Móveis da coleção 2020 by Jader Almeida aterrissam no Rio

Por: REDAÇÃO DELOOX

Móveis da coleção 2020 by Jader Almeida aterrissam no Rio

Segunda-feira 29 Junho 2020 / Decoração

Cadeira Munick e mesa de jantar Boule assinadas por Jader Almeida (Foto: Divulgação)

O Arquivo Contemporâneo recebe nesta semana, com exclusividade no Rio, trinta peças da coleção 2020 by Jader Almeida, entre novidades, reinterpretações e desdobramentos de criações anteriores. São cadeiras, poltronas, bancos, mesas e sofás lançados em março desse ano no showhouse de 3.000m² projetado pelo próprio designer em São Paulo. O espaço, que precisou ser fechado no mesmo mês por causa da pandemia, foi reaberto em meados de junho com visitas agendadas até o final de julho.

Segundo Jader, a peça que mais tem feito sucesso entre os visitantes é o banco Basso. “Ele é inusitado, pois mescla as virtudes do processo industrial com seu encosto polido e preciso com a valorização dos aspectos naturais da matéria-prima da base - um tronco esculpido de maneira anatômica para garantir o máximo de conforto”, justifica ele.

Os móveis da nova coleção já podem ser encomendados no Arquivo Contemporâneo do CasaShopping e de Ipanema.

Banco Basso assinado por Jader Almeida (Foto: Divulgação)

Cadeira Crosby assinada por Jader Almeida (Foto: Divulgação)

Leia: Saiba como montar um espaço aconchegante para seu home office

Por: REDAÇÃO DELOOX