Bistro Lapeyre está entre os restaurantes do novo complexo Vogue Square, na Barra. Foto: Tomás Rangel

Quem visita o Vogue Square, complexo gastronômico recém-inaugurado na Barra da Tijuca, encontra o novo restaurante do chef Ricardo Lapeyre, que tem como proposta resgatar o legado da extinta Brasserie Lapeyre, casa no Centro do Rio que o consagrou, e acrescentar um toque mais autoral ao cardápio. Ao lado dele, o pai, Claude Lapeyre, comanda o menu de clássicos da cozinha francesa que, no novo espaço, batizado de Bistrot Lapeyre, ganharão maior refinamento na apresentação, segundo os proprietários.

“Houve um amadurecimento do cardápio que eu tinha na Brasserie, mas agora não vamos reproduzir receitas ao pé da letra”, conta Ricardo. A nova casa também sela o retorno da parceria de sucesso entre a família Lapeyre e o empresário Ricardo Amaral, curador do Vogue Square.

No bistrô, são oferecidos tanto pratos à la carte quanto menus fechados, que são divididos em três: o Menu Lunch (servido de 12h às 16h), composto por entrada e prato principal ou prato principal e sobremesa (R$ 88); o Petit Menu, que oferece terrine, prato principal, queijo e sobremesa (R$ 160); e o Menu Lapeyre, com seis cursos surpresas (R$ 260).

Claude e Ricardo Lapeyre: pai e filho assinam o menu da casa. Foto: Tomás Rangel

Uma das marcas registradas de Ricardo Lapeyre, o carrinho de charcuterie, volta a circular pelo salão ainda maior do que no antigo restaurante. Além de cornichons, salada mesclun e peito de pato defumado, terá galantine de pato e pistache, dodine de galinha d’Angola com amêndoas, patês e terrine de peixe e frutos do mar.

“As terrines e suas variações são muito tradicionais na França e resgatam a memória afetiva dos amantes dessa culinária”, observa o chef. 

Ainda nas entradas, vol-au-vent de vieras, aspargos e molho Riesling; ovo mollet, com caviar mujol, blinis de sarraceno e molho champagne; steak tartare, servido com mini batatas pont neuf; e salada de lagosta, preparada com maionese caseira e cauda de lagosta.

Uma seleção de cinco pães é feita em padaria própria. Além dos pães, uma seleção de “Amuses du chef” inclui opções de rillette do dia, “manteiga caseirinho” com flor de sal e produzida artesanalmente com o soro do queijo; gougère, o pão de queijo francês assado na hora, além de criações que mudarão diariamente no cardápio. Neste momento, os chefs oferecem um mimo aos comensais: uma dose de pastis, também produzida no restaurante e típica da região do Sul da França.

O restaurante oferece menus fechados e pratos à la carte. Foto: Tomás Rangel

Os principais se dividem entre carnes, peixes e vegetarianos. Na seção “peixes e frutos do mar”, polvo grelhado servido com tomates confitados, abobrinhas marinadas e tapenade de azeitona; cavaquinha; e o peixe do dia grelhado, servido com purê de ervilha com hortelã e rabanetes marinados, namorado pochê com lagostim, nab galceado, cogumelo torneado servido com molho nantua e espinafre na manteiga.

As cinco opções de carne trazem o clássico preparo do coelho com mostarda e massa fresca; o tournedos Rossini, especialidade que acompanha Lapeyre desde 2012, quando assumiu o Laguiole; o pato confit com guarnição da vovó; jarret de vitelo com ragu de lentilha; e a selle d’agneau, corte especial de cordeiro, feito com exclusividade para os chefs. Nas opções vegetarianas, legumes orgânicos glaceados e macarroni gratinado com queijo de cabra.

O Bistrot também terá uma adega de queijos produzidos artesanalmente no Brasil, com capacidade para até 10 estilos, que variam de acordo com a época do ano. O cardápio tem a assinatura do especialista André Deolindo, da Produtos Doc, e segue uma tendência vista pelo chef Ricardo Lapeyre em Paris. Ele explica que cerca de dois a três tipos serão “afinados”, ou seja, finalizados no local, entre eles o Tomme de Savoie (Região de Savoie). Outro atrativo é o queijo Epoisses, fabricado exclusivamente para o Bistrot pela mestre queijeira francesa Elisabeth Schober, em Santa Catarina.